Sindicato decide suspender paralisação em hospital de Poá
sexta-feira, 5 de abril de 2013O Sindicato dos Trabalhadores Públicos na Saúde (Sindsaúde) decidiu suspender a greve no Hospital Municipal de Poá, Guido Guida após reunião de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) nesta quinta-feira (4). A paralisação nos serviços começou no último domingo (31). Os trabalhadores exigem aumento de salários e contratação de mais profissionais. O atendimento no hospital será normalizado a partir da manha desta sexta-feira (4).
De acordo com a diretora do SindSaúde, Kátia Aparecida dos Santos, a greve está suspensa, mas segundo ela, o movimento pode ser retomado a qualquer momento. “Nós apenas suspendemos a greve, isso não quer dizer que nós terminamos a greve. Estamos em processo de negociação”, detalha Kátia.
A suspensão do movimento de greve deve durar 45 dias. No próximo dia 10, representantes do Sindsaúde e da Prefeitura de Poá voltam a se reunir. Se no final do prazo estipulado as partes não entrarem em comum acordo, o assunto volta a ser debatido no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). “Estamos abertos ao diálogo”, explica Kátia.
Determinação
Na terça-feira (2), a Justiça avaliou que o movimento de greve feito pelo Sindsaúde é inconstitucional, já que eles paralisaram 70% dos funcionários e chegaram a fechar o hospital na cidade de Poá.
Por causa disso, a desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, ordenou que, no mínimo, 60% do efetivo devem voltar ao trabalho. Caso a determinação fosse desrespeitada, o sindicato poderia ser multado em até R$ 50 mil po dia.
Greve
A paralisação começou no domingo (31) quando o Sindisaúde informou que o movimento atingia 70% dos funcionários que estavam de plantão. Naquele dia, os pacientes que procuraram a unidade hospitalar foram encaminhados a outras cidades, de acordo com o Sindisaúde. Os funcionários querem aumento de salário e pedem contratação de mais profissionais.
Nota
Em nota, a Prefeitura de Poá informa que “a greve de alguns servidores da saúde do Hospital Municipal Guido Guida, provavelmente tem como base uma questão meramente política sindical, uma vez que, a administração tem feito grandes investimentos para a melhoria e valorização do funcionalismo, desde o primeiro ano do mandato 2009/2012.
A nota diz ainda que “neste período, a administração proporcionou um aumento 51,06%, sendo que o aumento real acumulativo via dissídio seria de apenas 22,51%, ou seja, o poder executivo proporcionou 28,55% a mais do que o dissídio, além da melhoria da cesta básica e nas condições de trabalho, prova disso também é o investimento que a prefeitura fez em 2012, quando aplicou 23,3% do orçamento municipal na área da saúde, quando a lei determina que esse investimento tem que ser de, no mínimo, 15%.
Fonte: G1
